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O projeto arquitetônico foi baseado em estudo aprofundado dos condicionantes climáticos locais, tais como orientação solar, radiação, sombreamento de elementos externos e ventos.
 
As soluções de projeto estão voltadas para o melhor aproveitamento destes condicionantes, como aproveitamento dos ventos predominantes no verão, barreiras para proteção contra os ventos de inverno, orientação e inclinação dos telhados para melhor aproveitamento da radiação solar, para geração de energia e aquecimento solar de água.
 
Orientação da edificação: Sombreamento das aberturas e aproveitamento dos ventos no verão
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Proteção solar: Aberturas fachada leste
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Redutor de velocidade para vento sul
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Visando a sustentabilidade, priorizou-se o uso de materiais locais, renováveis e de menor impacto ambiental. Utilizou-se madeira de florestamento (peças laminadas pinus eucalipto autoclavado), bambu, tijolos e telhas cerâmicos de produção local, reduzindo os gastos energéticos com transporte de materiais até o canteiro de obras.

Aproveitou-se também o entulho resultante da remoção do antigo piso do local onde foi construída a Casa Eficiente, como agregado graúdo para a produção do concreto utilizado na construção da rampa externa.

O projeto paisagístico privilegiou o uso de espécies frutíferas e nativas da Mata Atlântica, algumas em vias de extinção. A vegetação foi empregada para criação de microclima local, utilizando as espécies adequadas para diminuir a velocidade do vento sul, através da sua disposição em barreiras.

Uso de materias locais, de menor impacto ambiental e, ou, de reflorestamento
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Perspectiva da área externa de lazer
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Também se buscou o resgate de soluções termicamente adequadas da arquitetura vernacular, como o uso do fogão a lenha, aquecendo o interior da casa no inverno.

Fogão a lenha
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O projeto das aberturas foi elaborado privilegiando a ventilação cruzada em todos os ambientes de maior permanência (quartos e sala de estar/jantar). Quanto à cobertura, um elemento de grande influência nos ganhos e perdas térmicos de uma residência,
foi utilizado isolamento térmico (lã de rocha). Junto com a inércia térmica das paredes, tem-se como resultado o amortecimento e atraso térmico nas temperaturas internas em relação ao ambiente externo.
 
Por fim, toda a área molhada da Casa, onde os períodos de permanência dos ocupantes são menores - cozinha, serviço e banheiro - foi localizada na fachada oeste, funcionando como barreira contra a insolação nesta orientação.
 
Para assegurar o melhor desempenho das esquadrias, as mesmas possuem vidros duplos, assegurando um melhor isolamento térmico e acústico. Também foram usadas persianas externas de PVC, para sombreamento diurno, além do emprego de protetores solares externos. Com alternativa para a ventilação no período noturno, emprega-se nos dormitórios uma estratégia denominada insuflamento mecânico do ar externo durante o verão. Ou seja, um equipamento "puxa" o ar externo durante a noite, "lançando-o" no interior dos quartos, favorecendo o resfriamento da temperatura e o conforto dos usuários.
 
Constituição da cobertura central: telha metálica clara + manta de lã de rocha.
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Contituição das coberturas laterais: telha de cerâmica clara + manta de lã de rocha + manta aluminizada dupla face
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Constituição das paredes externas: "sanduiche" composto por tijolo maciço + manta de lã de rocha + tijolo maciço.
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Esquadrias: persianas externas + vidros duplos
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Insuflador mecânico: vista interna, dormitório de casal.
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Insuflador mecânico: vista externa, dormitório cadal.
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Além da adequação climática, o uso racional (eficiente) da água também foi contemplado no projeto Casa Eficiente. Desse modo, optou-se pela coleta e aproveitamento de água pluvial para fins não potáveis (lavagem de roupas, lavagem de piso, descarga do vaso sanitário e irrigação de uma pequena horta), sendo que as instalações hidráulicas utilizam dispositivos economizadores.
 
Quanto ao tratamento da água, as águas residuárias são separadas em duas vias: os efluentes de águas cinza de banho, tanque, máquina de lavar roupa e lavatório são tratados em um leito cultivado (tanque de zona de raízes ou wetland), passam por uma peneira e são então armazenados para posterior utilização na irrigação do jardim; já os efluentes de vaso sanitário e pia da cozinha são tratados, em uma fossa séptica e um leito cultivado, e então encaminhados para a rede de esgotamento sanitário. Os leitos cultivados são plantados com uma espécie nativa de junco (Zizanopsis bonariensis brás) e possuem uma das camadas preenchida com cascas de ostras, resíduos da atividade de maricultura local, ao invés dos leitos convencionais que utilizam brita.

Trecho em corte do tanque de Zona de Raízes
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Para aquecer a água de chuveiro, torneira e cozinha, foi empregado aquecimento solar. A inclinação do telhado foi projetada para favorecer o máximo rendimento dos coletores solares nesta latitude (latitude 27º). O aquecimento solar de água também foi empregado em um sistema de aquecimento ambiental instalado nos quartos, por meio de circulação de água quente pelo rodapé em tubulação de cobre durante o inverno.
 
Quanto à geração de energia elétrica, foi instalado um sistema fotovoltaico na Casa Eficiente. Um painel de silício amorfo foi sobreposto sobre a face norte do telhado da sala, cuja inclinação foi definida de acordo com a latitude local (27º), para o melhor rendimento do painel nesta latitude.

Uso de sistema solar para aquecimento de água
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Vidros duplos e persianas externas
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Todos os ambientes da Casa Eficiente foram projetados para permitir uma boa acessibilidade a todos os visitantes, incluindo pessoas com necessidades especiais. Para tal, as dimensões do banheiro, rampas e as alturas das bancadas e peitoris foram adequados à norma de acessibilidade - NBR 9050 (2004). Todas as instalações foram projetadas de forma que permitissem sua visitação ou acesso, em sua maioria aparentes, reduzindo eventuais gastos com reformas futuras e tornando possível ao visitante melhor compreensão dos sistemas.
 
Instalações hidráulicas
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Acessibilidade para portadores de necessidades especiais - rampa 1
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Acessibilidade para portadores de necessidades especiais- rampa 2
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Programa de Necessidades