Ambiente Acadêmico
Conceito e Objetivos
Concepção do projeto Casa Eficiente - Conceito Geral
         Justificativa
         Processo de Concepção
                 Principais critérios adotados no projeto
                 Programa de Necessidades
                 Análise Bioclimática
                         Caracterização climática de Florianópolis - Geral
                         Variáveis Climáticas
                 Seleção dos materiais construtivos
                 Estudo preliminar e definição do partido
Estratégias
         Redução do impacto ambiental
         Estratégias bioclimáticas
                 Estudo de insolação
                 Inércia e isolamento térmico
                 Ventilação diurna e insuflamento do ar noturno
                 Sistema de aquecimento dos quartos
         Sistemas complementares
         Uso racional da água
                 Sistema de Aproveitamento de Água Pluvial
                 Reúso da água
                         Tanque de zona de raízes
                 Destino dos Efluentes Tratados
                 Dispositivos economizadores
                 Instalações hidráulicas acessíveis
         Acessibilidade
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O sistema de aproveitamento de águas pluviais desenvolvido para o projeto da Casa Eficiente consiste na área de contribuição (ou captação), calhas e coletores (verticais e horizontais), dispositivos de descarte de sólidos (como folhas, gravetos e detritos), dispositivos de desvio de água das primeiras chuvas e reservatórios (inferior e superior).
 
Após descarte dos sólidos indesejáveis e desvio da água das primeiras chuvas (com presença de impurezas provenientes da lavagem da atmosfera e das áreas de captação), a água coletada nos telhados é armazenada em uma cisterna, sendo posteriormente bombeada para um reservatório superior. Esta água é destinada ao abastecimento de pontos voltados a atividades não potáveis, devido ao risco de contaminação da água coletada. Esses pontos são os seguintes: descarga do vaso sanitário, tanque, máquina de lavar roupa e torneira externa (para irrigação da horta, lavagem de pisos, veículos, e outros usos não potáveis).
Esquema das instalações destinadas ao aproveitamento de água pluvial na Casa Eficiente.
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Recomenda-se o descarte da água das primeiras chuvas, devido à concentração de poluentes tóxicos dispersos na atmosfera (ou melhor, da troposfera) de áreas urbanas como o Dióxido de enxofre (SO2) e o Óxido de Nitrogênio (NO), além da poeira e da fuligem acumulada nas superfícies de coberturas e calhas.
 
O descarte de água das primeiras chuvas pode ser feito com o auxílio de dispositivos automáticos, desenvolvidos especialmente para esta finalidade. Para a Casa Eficiente, os pesquisadores do LMBEE executaram dispositivos simples e eficazes utilizando materiais de baixo custo e facilmente encontrados no mercado.


 

Os condutores são em alumínio anodizado branco e antes da entrada da cisterna há um dispositivo, em aço inox, próprio para a separação e descarte de sólidos, como folhas e gravetos.
 
Dispositivo de descarte de água das primeiras chuvas, fabricado com tubos e conexões de PVC.
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Dispositivo de descarte de água das primeiras chuvas, utilizando bombonas plásticas.
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A água da cisterna é bombeada para o reservatório superior de água pluvial, localizado sobre a cozinha.  A motobomba é controlada por um sistema de bóias magnéticas localizadas na cisterna e no reservatório superior de água pluvial. Junto ao reservatório superior, foi instalada uma bomba dosadora de cloro. Uma vez que há contato manual com a água pluvial que será utilizada para lavagem de roupas, a função da bomba dosadora é realizar a desinfecção desta água.
 
O dispositivo de descarte de sólidos e a motobomba ficam em abrigo localizado sobre a cisterna, podendo ser facilmente acessados para realização de eventuais vistorias ou manutenções.


 

Planta Baixa Cisterna
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Corte 1 Cisterna
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Corte 2 da cisterna. Bomba e detalhe do visor
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Dispositivo de Descarte de sólidos instalado do interior da cisterna.
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Dispositivo de descarte de sólidos instalado na tubulação de água pluvial.
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Vista interna da cisterna identificando-se o dispositivo de descarte de solido e a motobomba.
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Um dos componentes mais importantes de um sistema de aproveitamento de água de chuva é o reservatório, que deve ser dimensionado, tendo como base, entre outros, os seguintes critérios: custos totais de implantação, demanda de água, disponibilidade hídrica (regime pluviométrico) e confiabilidade requerida para o sistema. Ressalta-se que a distribuição temporal anual das chuvas é uma importante variável a ser considerada no dimensionamento do reservatório.
 
No caso da ocorrência de um volume de precipitação superior à capacidade de armazenamento do reservatório, a água excedente escoa pelo extravasor da cisterna para a rede pública de esgoto pluvial. Caso não haja água de chuva suficiente na cisterna para suprir o reservatório superior de água pluvial, este é automaticamente alimentado pelo sistema de abastecimento de água potável.
 
Convém salientar que foram adotadas medidas de segurança, para evitar quaisquer riscos de contaminação da água potável da rede durante a realimentação do reservatório de água pluvial: uso de válvula solenóide, válvula de retenção e disposição criteriosa das entradas e saídas de água de ambos os reservatórios.
 


 

Uso racional da água

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