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09/03/2020 Especial: trabalho feminino na CGT Eletrosul

A CGT Eletrosul está promovendo, por meio do Comitê de Gênero, Raça e Diversidade, várias atividades alusivas ao Mês da Mulher, com ações na Sede, em Florianópolis (SC), e áreas descentralizadas. O quadro de profissionais efetivos é composto por 255 profissionais mulheres, alocadas nas mais diferentes funções e regiões de atuação da empresa.

As mulheres que trabalham aqui são diversas em muitos aspectos – formação profissional, idade, ambições, origem e etnia. No vídeo abaixo, conheça um pouco mais sobre o ambiente de trabalho das mulheres que atuam na CGT Eletrosul.

Na CGT Eletrosul, a equidade e o respeito são princípios sempre presentes no cotidiano de nossas profissionais. Reflexo disso é que, em 2019, fomos uma das grandes vencedoras do Prêmio WEPs Brasil – Empresas Empoderando Mulheres. O propósito da premiação é incentivar e reconhecer os esforços das companhias que promovem a cultura da igualdade de gênero no país, tomando como base os Princípios de Empoderamento das Mulheres, dos quais a empresa é signatária desde 2010.

A CGT Eletrosul também integra o movimento ElesPorElas, coordenado pela ONU Mulheres, e possui o reconhecimento de cinco edições do Selo Pró-Equidade de Gênero e Raça, do Governo Federal.

Mas a maioria delas, se não todas, tem algo em comum, especialmente as que exerçam funções consideradas masculinas, em segmentos técnicos e operacionais: dificuldades, pelo menos em algum momento da carreira, enfrentadas unicamente por serem mulheres.

Lais Coelho da Silva Dummer, do Departamento de Operação de Geração Térmica, é a única mulher operadora do quadro elétrico da Termelétrica Candiota III. Iniciou sua trajetória na CGTEE, em 2010, trabalhando com resíduos de cinzas da usina. Quando foi para o comando central do empreendimento, precisou lidar com a resistência de colegas.

“Eles tinham receio de me deixar fazer determinadas manobras. Bem no início, também cheguei a ouvir, de um profissional externo que ligou para cá, se ele não poderia falar com um operador homem, mesmo depois de eu me identificar como operadora”, conta.

Técnica em Eletromecânica, Lais seguiu os passos do pai e sempre teve colegas mulheres, tanto em sua primeira função quanto atualmente, em outras áreas da operação. “É legal trabalhar com outras mulheres porque a gente se sente mais à vontade. Mas a verdade é que todas nós, nessas áreas técnicas, estamos acostumadas a viver em ambientes masculinos. Atendi uma ligação do ONS recentemente e, pela primeira vez, era uma mulher falando comigo do outro lado da linha. É bom se sentir representada assim”, explica.

Aline Carvalho da Silva dos Santos Garlet, técnica de proteção e apoio à operação, atualmente é a única empregada mulher no Centro Regional de Manutenção e Apoio à Operação Da CGT Eletrosul em Santo Ângelo. A técnica em Eletrotécnica ingressou na Eletrosul em 2004 como operadora e, apesar de ter uma ótima relação com seus colegas, guarda memórias de momentos desagradáveis vivenciados ao longo de sua carreira.

Ainda durante a formação técnica, ela e suas cinco companheiras de turma foram recusadas por uma empresa que estava recrutando estagiários para atuar na área – com a ressalva de que, se fosse de seu interesse, poderiam deixar currículo para a vaga de telefonista. “Em visita a outra companhia do setor elétrico, o operador em serviço simplesmente não quis me cumprimentar, porque, segundo ele, aquilo não era trabalho pra mulher”, recorda.

Também é comum que questões familiares de empregadas mulheres entrem em pauta no ambiente de trabalho. “Quando troquei de função, um colega me disse que, por eu viajar muito a serviço e minha filha ficar na escola o dia todo, ela cresceria sem ter noção do que é uma família. Mal sabe ele que, quando crescer, ela quer ser igual à mamãe e ao papai, que também atua na área. É o tipo de comentário que meus colegas homens provavelmente jamais ouviram”, desabafa.

Daniela Cravo Pokomaier de Borba, que ingressou na Eletrosul em 2005, é técnica socioambiental na Regional de Manutenção do Paraná. É a única mulher que já exerceu essa função na empresa, assim como sua primeira atividade, a de técnica de avaliação. Participou da construção da Hidrelétrica Passo São João, interagindo com proprietários da região, analisando terrenos e fazendo levantamento de indenizações.

“Em geral, sempre tive apoio dos meus colegas, mas também sempre tive que saber me impor. No campo, lidando com proprietários, leva um tempo até que a pessoa comece a prestar atenção no que eu estou falando quando tem um colega homem ao meu lado”, conta.

Técnica agrícola por formação, Daniela confirma que a vivência em ambientes predominantemente masculinos acostuma as mulheres e até molda sua forma de agir. “Nós aprendemos, desde o início, que tem que ter um jeito de falar, um jeito de se portar, até um jeito de sorrir. Tudo precisa ser calculado se a gente quiser ser interpretada da maneira correta”, explica.

“Tenho muito orgulho do meu trabalho, minha profissão, dessa empresa, de ir a campo, de literalmente desbravar quando necessário e de ter ao meu lado amigas e colegas de outras áreas que também vão à luta, inspiram e mostram que somos capazes. Não temos medo. Todas nós enfrentamos jornadas duplas, triplas. Nosso cotidiano é permeado por machismos, muitas vezes disfarçados. Mas enfrentamos de cabeça erguida, com dedicação, comprometimento e amor”, conclui.


Assessoria de Imprensa | CGT Eletrosul

(48) 3231-7588 | imprensa@cgteletrosul.gov.br

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