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LT é atingida por fenômeno climático

Na madrugada de 24 de fevereiro, foram registrados danos em oito torres que integram a Linha de Transmissão Povo Novo – Marmeleiro 2 (525 kV), em Santa Vitória do Palmar (RS), na região da Estação Ecológica do Taim. O empreendimento é de propriedade da Transmissora Sul Litorânea de Energia (TSLE), que possui participação da Eletrosul (51%) e CEEE-GT (49%).

Em razão de um fenômeno conhecido como supercélula (tipo de tempestade capaz de produzir tornados ou microexplosões), três estruturas foram completamente destruídas, quatro ficaram com toda a parte superior retorcida e uma foi danificada na pontina do para-raios.

A ocorrência foi registrada à 1h35 pelo Centro de Operação do Sistema da Eletrosul. O desarme da LT interrompeu o escoamento da geração dos parques eólicos da região para o Sistema Interligado Nacional (SIN) e deixou sem energia as cidades de Santa Vitória do Palmar e Chuí (RS), abastecidas pela distribuidora CEEE. A companhia gaúcha não pode transferir a carga imediatamente porque também detectou defeito em sua LT Quinta – Marmeleiro (138 kV), devido aos fortes ventos. Houve queda de duas estruturas, que foram recuperadas no dia seguinte (25/02). Este circuito de 138 kV da CEEE é considerado reserva em caso de interrupção da linha da TSLE, e atendeu os municípios afetados até o fim dos trabalhos de recomposição.

  

Ocorrência danificou oito torres no dia 24/02. Recuperação concluída e LT reenergizada em 09/03 (Foto: TSLE)

As atividades de recuperação da LT Povo Novo – Marmeleiro 2 duraram 13 dias e contaram com a participação de mais de 200 profissionais contratados pela TSLE, mobilizados do Paraná e outras partes do Rio Grande do Sul.

Um dos desafios enfrentados pelas equipes foram os acessos até as torres. A maioria das estruturas se encontra em locais de cultivo de arroz, que, neste período, ficam alagados, dificultando a locomoção (em alguns pontos, com água na altura dos joelhos). A chuva e as características do terreno local agravaram a situação. Foram necessárias aproximadamente 200 carretas com pedras para construir acessos que suportassem a chegada dos guindastes utilizados na operação. As estruturas danificadas têm cerca de 60 metros de altura e pesam 14 toneladas cada.

A Eletrosul, responsável apenas pela operação da LT, prestou apoio logístico, transportando material reserva da TSLE armazenado no almoxarifado localizado na Regional de Manutenção do Rio Grande do Sul, em Gravataí. A coordenação técnica dos trabalhos foi realizada pela TSLE em conjunto com a equipe de manutenção da Cotesa, com apoio de empresa terceirizada para a montagem das estruturas e construção dos acessos.

Os serviços de recuperação das torres foram finalizados e a LT foi entregue à operação às 18h20 de sábado (09/03), dentro do prazo estipulado pela Aneel para recomposição do sistema. A energização foi liberada pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) às 22h23.

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