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03/10/2019 Riscos climáticos na transmissão de energia

A última oficina de trabalhos do projeto “Ampliação dos Serviços Climáticos para Investimentos em Infraestrutura” (CSI, na sigla em inglês) ocorreu nos dias 19 e 20 de setembro na sede da Eletrosul, em Florianópolis (SC). O objetivo foi criar uma "matriz de risco" para as LTs com base em dados de clima atuais e futuros.

Para isso ser realizado, foram cruzados dados técnicos de duas linhas de transmissão de 525 kV da Eletrosul (Biguaçu – Blumenau e Itá – Salto Santiago) com as variáveis climáticas que impactam as estruturas. 

No encontro, estiveram reunidos profissionais dos Departamentos de Manutenção, de Gestão Ambiental e Fundiária, de Operação e da área de Conformidade, Controle e Riscos da Eletrosul, com um consultor externo da Costa Rica, uma equipe da Agência de Cooperação Alemã (GIZ), financiadora do projeto, e um representante da Defesa Civil de Santa Catarina.

Grupo de trabalho analisa impactos climáticos em estruturas [Foto: Mariana Eli]

Além disso, o grupo debateu medidas de adaptação para os casos mais críticos, que apresentaram pontuação alta e representam alto risco para os empreendimentos analisados. Os itens climáticos avaliados foram chuvas intensas, que podem provocar deslizamentos, e ventos extremos.

Próximas Etapas

Os passos seguintes incluem revisão das análises feitas e o registro, em relatório, dos riscos estudados aliados às medidas de adaptação. Esta é a quinta e última etapa do projeto. O próximo encontro, para finalização e apresentação de resultados, está previsto para 10 de dezembro.

Posteriormente, a ideia é que cada empresa participante da iniciativa avalie internamente como explorar o trabalho realizado. “Uma possibilidade é expandirmos a análise para todas as linhas da Eletrosul. O resultado dos estudos será uma tentativa de método que nos aponte quais são as torres com maior chance de sofrer danos sob eventos climáticos. Assim, podemos atuar de forma mais direcionada”, explica o gerente da Divisão de Engenharia de Manutenção de Linhas de Transmissão, André Luís Padovan.

Outra consequência importante do projeto, de acordo com Padovan, é mostrar aos órgãos reguladores que a região Sul apresenta fatores climáticos diferentes de outros lugares, e que isso deve ser previsto e considerado já em editais e projetos básicos de leilões. Essas diferenciações tendem a trazer ganhos em todos os sentidos, inclusive no atendimento à população.

Parceria Internacional

Uma parceria entre Brasil, Costa Rica, Vietnã e países da Iniciativa da Bacia do Nilo, o programa é financiado pela GIZ com o objetivo de aprimorar o planejamento e avaliação dos riscos climáticos para investimentos em infraestrutura.

O CSI conta, ainda, com parceria do grupo Engenheiros do Canadá, que possui expertise na aplicação do protocolo utilizado no âmbito do PIEVC (Public Infrastructure Engineering Vulnerability Committee).

No Brasil, o projeto é conduzido pela Secretaria de Estado do Planejamento de Santa Catarina, que convidou a Eletrosul, devido à sua infraestrutura estratégica e prioritária no setor de energia, e o Porto de Itajaí para integrar a ação.


Assessoria de Imprensa | Eletrosul

(48) 3231-7588 | imprensa@eletrosul.gov.br

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